A Constituição Federal, também chamada de Carta Magna ou Lei Maior de uma nação, estabelece as bases fundamentais da vida em sociedade. Principalmente, define como a sociedade será governada. Depois de promulgada, não é possível e nem deve ser simples, ficar fazendo mudanças na Carta Magna, como ocorre em as chamadas leis ordinárias e outros normativos.

Uma Constituição, no entanto, nem sempre é fruto de consensos ou unanimidades.  É quase sempre, o resultado do voto de uma maioria.  O problema, é que essa maioria pode ser de apenas metade mais um. Ficando assim, uma minoria, não tão minoria assim, insatisfeita e pronta para fazer valer a sua vontade, antes perdida pelo voto da regra democrática. Essa “minoria” fica sempre a “espreita” aguardando a oportunidade para dar o seu “golpe”…

A constituição brasileira deixou para o povo decidir se a forma de governo da sociedade seria o presidencialismo, parlamentarismo ou a volta da Monarquia da Casa Portuguesa dos Braganças…

Essa “indecisão da constituinte” parece revelar que não havia uma “maioria forte” o bastante para decidir naquele momento, qual seria o sistema de governo que o país adotaria na nova era constitucional. Também parece demonstrar a “refinada estratégia política, de certa minoria”, que deixou para mais tarde a tentativa de “mudança” do sistema de governo, até então vigente no país, desde o nascimento da república presidencialista no país.

Claro que não havia desejo de “perguntar” ao povo, se ele queria voltar a ser governado por um “Imperador”!!! A meta era a mudança do sistema presidencialista para o modelo parlamentarista, mas conveniente para os congressistas.

Afinal, o povo brasileiro em grande medida, mal compreende o sistema de governo do país que está em vigor, desde a queda do Império do Brasil. Nem mesmo saberia com precisão, porque o Império do Brasil caiu!

Esse povo, também não saberia opinar com clareza, sobre o que é parlamentarismo, muito menos se a monarquia é boa ou não para certo país.

Mas, mesmo não conseguindo dar o “golpe” do parlamentarismo na elaboração da nova constituição, se deixou “a porta aberta” para a “possibilidade”, ou seja, para um “plebiscito” onde “o povo escolheria” finalmente em que “sistema de governo o país seria governado”:

_Monárquico ou Republicano Presidencialista ou Republicano Parlamentarista?

Só em pensar na formulação da pergunta a ser feita e respondida pelo homem comum, já se tem uma clara ideia do tamanho do imbróglio que o constituinte deixou para o “povo brasileiro” resolver na urna…

Durante a “campanha” do plebiscito, por mais que os “marqueteiros” tenham dourado a pílula, não tinha jeito do “povo” entender toda “aquela conversa de professor de faculdade” sobre “sistema de governo republicano e monárquico”.

Mas um fato se sobressaia:

_Quando perguntado se abriria mão de dizer “quem” seria o “mandatário maior” do país, a resposta convicta do povo brasileiro mal escolarizado ou não, era sempre um NÃO!!

Vitória do PRESIDENCIALISMO! “Simples assim…”

Sera???

O povo brasileiro não abre mão de definir quem é o PRESIDENTE DA REPÚBLICA! NÃO CONFIA NO CONGRESSO NACIONAL PARA DIZER EM SEU LUGAR, QUEM SERÁ O CHEFE MAIOR DO PAÍS! NÃO TEM JEITO!

Mas lembra daquela “minoria” que queria tanto o “parlamentarismo”? Que sonhava que o povo “deixaria” o Congresso Nacional decidir “QUEM” vai governar o país?

Essa “minoria”, no entanto, foi “previdente”. Apesar da impossibilidade de ver o povo mudar em um plebiscito o sistema de governo “incômodo”, legou a nação brasileira, não uma Constituição Presidencialista, mas uma CONSTIUIÇÃO PARLAMENTARISTA! Essa é a “pegadinha constitucional de 1988”.

Como resultado, todo Presidente da República é “FORÇADO” em nome da “GOVERNABILIDADE”, a buscar o “APOIO” da “MAIORIA” dos “DEPUTADOS E SENADORES”, para poder GOVERNAR O PAÍS PARA O QUAL FOI LEGITIMAMENTE ELEITO, PELO MESMO POVO QUE NÃO CONFIOU NO CONGRESSO NACIONAL PARA FAZER ISTO EM SEU LUGAR!

É manchete corrente nos jornais, desde então, que o presidencialismo está “COMPRANDO” apoio no congresso para ter a imprescindível maioria parlamentar. Essa “COMPRA” de apoio, vem com cargos no governo e toda a engenharia política e financeira, que gerou o “MENSALÃO” e o “PETROLÃO” e tudo o mais que ainda não se sabe pela “lavagem a jato”.

“Sem maioria não há governabilidade!” É a regra do jogo no país, não importando em que nível de governo se esteja…

O presidencialismo, no entanto, não “COMPRA” maioria no parlamento. O Presidencialismo apenas “PAGA” pela “MAIORIA”. Para comprar seria necessário que não estivesse à venda o apoio de maioria. O fato, é que o presidencialismo “PAGA” pelo “APOIO QUE JÁ ESTÁ À VENDA”.

E se o presidencialismo não “PAGAR”? O QUE ACONTECE MESMO?

“IMPEACHMENT” (IMPEDIMENTO) DO PRESIDENCIALISMO!

O primeiro presidente eleito com o voto DIRETO do povo brasileiro, após a extinção do colégio eleitoral, QUE ANTES “ESCOLHIA” NO LUGAR DO POVO, O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, só conseguiu governar até a metade do mandato…

Já o último presidente eleito pelo mesmo colégio eleitoral, “ganhou” graciosamente, mais um ano, além dos quatro inicialmente previstos para o “seu” mandato. E isso em meio à inflação galopante, popularidade em baixa e moratória da dívida externa nacional…

Quando já afastado do poder, o primeiro presidente eleito foi substituído por um GOVERNO SENATORIAL, uma REPÚBLICA DE SENADORES, ou seja, a Casa que “julgou e cassou os direitos políticos” do primeiro presidente eleito com o voto direto do povo, também formou o governo que o substituiu…

Agora, o Brasil está passando uma profunda crise institucional e política desde que foi “INVADIDO PELO ESTADO MOURO”.

Com queda na arrecadação de impostos e número crescente do desemprego, em meio a um orçamento engessado, que não permite quase nenhum ajuste, se não que o que se arrecada se pague; o país vai descobrindo que sem os dólares oriundos da arrecadação de impostos sobre a exportação de minério de ferro e outras commodities, é impossível pagar as suas contas, sem usar o cheque especial da Caixa Econômica e do Banco do Brasil.

Assim, quando usa o cheque especial, que todo cidadão que tem crédito pode utilizar livremente, o presidencialismo comete “crime fiscal”, porque a lei não o autoriza ao uso dessa saída provisória. Mas, a mesma lei manda pagar e pagar e continuar pagando… O Brasil não pode ter o nome no SPC!

O “Estado Mouro” tem instaurado a asfixia do “pagamento” pelo apoio daquela maioria parlamentarista.

A lei tem instaurado a impossibilidade de se utilizar o cheque especial para cobrir despesas acimas das receitas.

O povo tem instaurado o sistema presidencialista, enquanto o parlamento “deseja” o modelo “parlamentarista”, ainda que “consolado” pelo pagamento do “apoio de maioria”…

Mas agora, com o “Estado Mouro”, o “consolo acabou”! Agora, não se consegue ver outra saída para as aflições de todos, que não o IMPEDIMENTO NOVAMENTE DO PRESIDENCIALISMO, MESMO DEPOIS DE SUFRAGADO NO PLEBISCITO POPULAR!

PAÍS EM CRISE ECONÔMICA. PRESIDENCIALISMO DESGASTADO. IMPOSTOS EM QUEDA. PAGAMENTO DE CONSOLO INTERROMPIDO…

IMPEACHMENT!!!!

IMPEACHMENT!!!!

IMPEACHMENT!!!!

Tendo votado ou não no governo, é temerário apoiar contra todos os fundamentos democráticos e republicanos, o golpe do “IMPEDIMENTO DO PRESIDENCIALISMO PELO PARLAMENTARISMO”.

Até porque, o verdadeiro problema do país não será resolvido! A verdade, é que o BRASIL QUEBROU!

O PÁIS PRECISA É DE REFORMAS, NÃO DE IMPEDIMENTOS!

REFORMAS NA PREVIDÊNCIA, NOS IMPOSTOS, NA POLÍTICA E ESTRUTURAIS! ALÉM DE REFORMA ÉTICA!

O BRASIL NÃO SE RESOLVE COM IMPEDIMENTOS DO PRESIDENCIALISMO SUFRAGRADO NAS URNAS PELO POVO. O BRASIL NECESSITA É DE REFORMAS!

 

REFORMA BRASIL!!!!!!!!

 

Edimilson Marinho – Um brasileiro como você.

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