RES PÚBLICA, RES PRIVADA, RES SUBVERSIVA, RES SOBREVERSIVA…

Publicado: 15 de novembro de 2012 em CIDADANIA, CULTURAL, Mensagem Pessoal, Notícias e política, RIO LARGO - AL

O Movimento Republicano Brasileiro, foi precedido pelo Movimento Abolicionista  que como todos sabem, lutou pela construção do direito à liberdade para os africanos chegados cativos nas terras do Império do Brasil, e para os Afrodescendentes nascidos nas fazendas e centros urbanos do Império.

Tal movimento, teve a sua consumação com a promulgação da Lei Áurea, pela regente do Império, a Princesa Isabel de Orleans e Bragança; lá pelos idos de 1888.

Lei Áurea (Lei Imperial n.º 3.353), sancionada em 13 de maio de 1888, foi a lei que extinguiu a escravidão no Brasil.

Esta Lei, foi fruto de muita luta, conscientização da população, panfletos, debates, pressões políticas e lutas armadas nos muitos Quilombos estabelecidos nas matas brasileiras, nos sertões, nas serras, às margens do Rio São Francisco, em Palmares… Com o Zumbi e o Mestre Ganga Zumba, que em sua sabedoria simples, proclamava: “Nunca vi ninguém dizer: Meu pedaço de Céu, meu pedaço de Mar! Como a Terra ( O Planeta) não é de ninguém, o que dela nasce é de todos!”

A República jamais nasceria, sem primeiro se lançar os fundamentos alicerçantes das liberdades individuais do povo brasileiro. Povo mestiço, de língua nascida às margens do Lácio, com muitas matizes, sotaques e estrangeirismos, das muitas raças, do europeu, do índio, do negro, do sangue escorrido a duros golpes da árvore do Pau Brasil.

Aqui o “Vossa Mercê , virou “Vosmecê”. O “Oh Gente!”, passou a ser “Oxente!”. E depois, “Oxe!” e “Ixe”. São nossos brasileirismos regionais. Nossa fala, nossa língua. O Som da Nossa Gente Simples, Trabalhadora e sempre cheia de Esperança de ver dias melhores…

Não há “Res” (coisa) Púbica, sem haver primeiro “Liberdade”! Não há Liberdade, sem primeiro haver “Justiça”, sem a qual não há “Paz”.

Sem Paz, sem Justiça, Sem Liberdade, só há “Res Privada”, a coisa “Deles”… Porque certamente não será nossa, do povo simples, do povo humilde, que mal foi a escola, que não aprendeu latim, que não sabe a exegese do que lê. Quando lê… Do que vê! Quando vê… Do que ouve! Quando ouve…

Povo que tateia em busca da verdade, que para alguns “é muito técnica”. Povo que no seu jeito simples, se revolta, e tenta acertar, mas só vê liderança querendo se locupletar…

Povo que ainda tenta vê, para saber como votar, mas que ao votar, tende sempre a se decepcionar…

Assim, a “nossa” “Demos” (Povo) Cracia (Governo), criada pelos gregos, para cidadãos gregos, da Pólis Grega, e que tinham cada um, o seu quinhão de terras, de bens, de nomes, de “Cidadania”, vai a cada dia legitimando a Res Privada… Que é Só Deles, e teima em jamais ser a “Nossa” República…

Somos uma caricatura democrática e teimamos em ser gregos, mas somos mesmo, é brasileiros, da Terra de Vera Cruz, ou das Índias…

Não! Somo sim, os Tupinambás; os Gaiacóis; os Caetés; os Guaranis  os Nagôs e os tantos povos empurrados e encurralados pelo capitalismo europeu, em sua sede de sempre mais e mais! Mais valia! Mais sangue! Mais egoismo! Mais ganância! Mais guerras! Mais dominação! Mais opressão! Mais poder… Que o digam as terras sul-grandenses e rio-pratenses, e porque não dizer, as terras dos indígenas das Sete Missões.

Para ser cidadão. Para se ter essa tal de Cidadania. Para saber ser. Para ler e entender. Para ver e interpretar. Para ouvir e concluir. É preciso mais do que assentamento no cartório de registro civil da República Federativa do Brasil!

É preciso se alfabetizar, tanto para ler, quanto para ser! É preciso se importar! É preciso não filar! É necessário filosofar, mesmo com a simplicidade popular… É preciso olhar, e forçar a visão, até conseguir ver! É preciso matutar e matutar, até entender!

E então descruzar os braços e participar. Perguntar, protestar, contribuir e jamais, jamais se acostumar, com o que está errado e fora do lugar!

E saber, que se pode errar ao tentar acertar. Que vale a pena, a tentativa e o esforço de concertar. Porque o cair precede o levantar…

Liberdade, liberdade… “Libertas Quae Sera Tamen”… Liberdade antes que tardia.

Nossa República nascerá adejada de liberdade no coração de um povo simples, que sabe não perder a esperança e que não desiste jamais… Mesmo sendo “um povo desterrado em sua própria terra”.

Salve 15 de novembro!

Salvemos a nossa Res Pública!

Abaixo a Res Privada!

Hino à Proclamação da República

Seja um pálio de luz desdobrado.
Sob a larga amplidão destes céus
Este canto rebel que o passado
Vem remir dos mais torpes labéus!
Seja um hino de glória que fale
De esperança, de um novo porvir!
Com visões de triunfos embale
Quem por ele lutando surgir!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!

Nós nem cremos que escravos outrora
Tenha havido em tão nobre País…
Hoje o rubro lampejo da aurora
Acha irmãos, não tiranos hostis.
Somos todos iguais! Ao futuro
Saberemos, unidos, levar
Nosso augusto estandarte que, puro,
Brilha, avante, da Pátria no altar!

Liberdade! Liberdade!

Se é mister que de peitos valentes
Haja sangue em nosso pendão,
Sangue vivo do herói Tiradentes
Batizou este audaz pavilhão!
Mensageiros de paz, paz queremos,
É de amor nossa força e poder
Mas da guerra nos transes supremos
Heis de ver-nos lutar e vencer!

Liberdade! Liberdade!

Do Ipiranga é preciso que o brado
Seja um grito soberbo de fé!
O Brasil já surgiu libertado,
Sobre as púrpuras régias de pé.
Eia, pois, brasileiros avante!
Verdes louros colhamos louçãos!
Seja o nosso País triunfante,
Livre terra de livres irmãos!

Liberdade! Liberdade!

Letra: Medeiros e Albuquerque
Música: Leopoldo Augusto Miguez
Retirado do Livro Hinos e Canções Militares, Edição de 1976.

Edimilson Marinho

Acesse o Blog:
edimilsonmarinho.wordpress.com

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Acesse o vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=ncYJt0ihGyc

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