PROJETO CIDADANIA AD RIO LARGO – AVALIAÇÃO REFLEXIVA DO RESULTADO EM 2008.

Publicado: 7 de outubro de 2008 em Notícias e política

 

2° Acerca da Estratégia e do Plano Tático adotado:

 

Toda guerra acontece mediante a observância de regras previamente estabelecidas. Também é necessário que o plano estratégico e tático, seja concebido com a devida antecedência. Na arte da guerra, aprendemos que: “Se você se conhece, mas não conhece o inimigo, para cada vitória terá também uma derrota. Se você não se conhece e nem conhece o inimigo, perderá todas as batalhas. Mas se você conhece a si mesmo e ao seu inimigo, não precisa temer o resultado de cem batalhas”.

 

Em uma eleição é fundamental saber qual a necessidade de votos que o projeto necessita para ser vitorioso. Em nosso caso, para o presente momento, este número é de 1.500 votos. Depois, devemos saber qual o universo de eleitores da comunidade que será servida pelo projeto, o que corresponde a um eleitorado de cerca de 4.000 a 3.000 votos.

 

Conhecido este universo, precisamos agora, considerar as perdas prováveis de votos, dos que não marcharão com o projeto. Sobretudo, em nosso meio, aonde se ensinou durante anos, que crente não deveria estar envolvido com a política.

 

Há ainda, os casos daqueles, cujos votos já estão comprometidos em outros projetos, e que dificilmente abandonariam esta situação, para abraçar um projeto novo. Sendo assim, é prudente só contar, com um contingente de até 40% do universo de eleitores envolvidos. Numericamente, teremos então, de 1.600 a 1.200 votos. Estes são os nossos eleitores efetivos, passíveis de um possível apoio ao projeto.

 

É preciso então, perceber que destes, há aqueles que não estarão habilitados para dar o voto, seja por não terem ainda transferido o voto para a localidade onde residem atualmente, ou mesmo, por não terem comparecido nas últimas eleições, sem terem prestado a devida justificativa, quanto a sua ausência das urnas.

Há ainda, os casos daqueles cujo voto é opcional, em função de sua idade, preferindo eles, não irem mais as urnas por opção.

 

Caso 30% dos eleitores, em nosso universo, estivem de alguma forma, impedidos do comparecimento às urnas, ficaremos então com 1.120 a 840 eleitores. O que já é claramente, uma ameaça para o êxito do projeto.

 

Estes números, também demonstram que não se pode apresentar mais do que um único candidato para uma primeira eleição, caso contrário, a existência de outro candidato, mesmo que pouco votado, impediria o êxito do projeto. Este fato é reforçado também, pela falta de tradição que tem esta comunidade em eleger um representante próprio.

 

A primeira providência neste caso é definir claramente, que de fato, iremos abraçar um projeto desta envergadura. Isto deverá acontecer o mais cedo possível. O ideal, é que a comunidade alvo, tome conhecimento do fato de três a dois anos antes da eleição. Assim, será possível articular as soluções que uma eleição requer, para ser vitoriosa. O eleitor mais consciente costuma assumir compromissos eleitorais, bem mais cedo do que pensamos. Uma vez assumidos estes compromissos, eles se transformam em um poderoso entrave a um projeto novo. Daí a necessidade de se informar a comunidade, com a máxima antecedência.

 

Há ainda, o fator complicador, daqueles outros membros da comunidade que têm planos de serem candidatos, defendendo um projeto pessoal, diverso do projeto a ser apresentado pela liderança de sua comunidade.

 

Quando se lança mais cedo, um projeto coletivo, também se evita que, nestes casos, estes indivíduos sigam adiante, e marchem contra o projeto coletivo. Tal situação exige a ação de uma habilidosa negociação junto a estas pessoas, as fazendo ver, que elas também podem fazer parte do projeto coletivo. Neste caso, tal negociador, deve ser o líder maior da comunidade, apoiado por outros líderes de expressão também, a exemplo do nosso deputado estadual eleito.

 

Se não se conseguir a coesão necessária, o projeto já estará com o seu sucesso comprometido, pois a margem de eleitores da comunidade, já se apresenta bastante apertada.

 

Feito este entendimento e obtida à coesão devida, é preciso agora, que todos os indivíduos em idade de se inscrever eleitores, sejam estimulados a fazê-lo com a máxima brevidade. Sendo ainda solicitado, que todos os que são membros da comunidade, transfiram os seus votos para apoiar o projeto no município aonde ele se dará.

 

Isto posto poderemos então, contar com votos suficientes e com a coesão necessária para o sucesso do projeto.

 

No entanto, em nosso caso, nós cometemos todos os erros que se podia cometer nesta iniciativa. Ao deixarmos para tomarmos a decisão de lançar o nosso candidato para o mês de maio, ou seja, faltando apenas cinco meses para a eleição. Assim fazendo, nós comprometemos o sucesso do projeto já de saída. Já naquele momento, muitos dos nossos possíveis eleitores, estavam envolvidos em outros projetos, não podendo mais abraçar um projeto novo, lançado de última hora.

 

Depois, não se buscou com a devida antecedência, observar o calendário eleitoral, pois quando se anunciou um candidato próprio, muitos dos nossos líderes, que gostariam de abraçar o projeto, sequer dispunham de mais tempo, no prazo estabelecido pela justiça eleitoral, para transferirem os seus votos para o município. E outros, sequer consideraram a possibilidade de assim o fazer.

 

Tão alienados estávamos da visão de se apresentar um candidato próprio, que não sabíamos e nem tomamos conhecimento da importância de termos todos os membros possíveis da comunidade, com o poder de votar no projeto, com a sua inscrição eleitoral em situação regular e favorável a iniciativa. Em decorrência, muitos membros do nosso povo, segundo as sua palavras, só poderiam orar e estimular a outros a votar: “irmão Edimilson Marinho, infelizmente eu não voto em Rio Largo, e só posso unicamente orar pelo êxito de sua campanha e pedir aos demais que votem no meu lugar”.

 

Tal fato, aliado a não busca da coesão de outros indivíduos da comunidade, que defendiam projetos próprios, ao se apresentarem também como candidatos, retirando assim, votos de um universo de eleitores já reduzido, levaram a um anunciado fracasso da iniciativa, particularmente também, porque estes outros candidatos fizeram o que nossos líderes não se dispuseram a fazer, em sua esmagadora maioria, ou seja, ir até a casa das pessoas, conversar com elas e pedir o voto. E pedindo o voto do nosso povo, de casa em casa, eles retiraram 1.249 votos que poderiam ter apoiado o projeto. Mas vejam, eles eram apenas sete indivíduos, bem menos que nossos pastores, que totalizam quatro vezes mais, todavia, sem o mesmo entusiasmo, compromisso e determinação.

 

A nossa liderança, precisa entender que o púlpito não é o único e exclusivo lugar para se pedir votos e apoio para um projeto como este. A tradição do nosso povo, é que o púlpito é justamente, o último lugar de onde se deveriam pedir votos, já que bem ali, durante muito tempo, se ensinou o não envolvimento dos nossos membros com a política, ou se omitiu completamente o tema, como se ele não existisse e nós não fossemos também cidadãos, devendo dar a “César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.

 

Nosso eleitor para ser alcançado, demanda acima de tudo, ser visitado em sua residência, sendo necessária aí, uma boa conversa, às vezes mais longa do que se gostaria, já que esse eleitor não tem ensino, segundo a Palavra do Senhor, acerca do tema da política no meio cristão.

 

Nosso povo para ser alcançado, necessita que cada líder local, faça o trabalho de visitar as famílias, levando até elas o projeto e as conscientize. Mas tal ação exige dedicação, atitude de vestir de verdade à camisa do projeto, além do conhecimento bíblico e secular relativo ao tema. Todavia, nem mesmo um seminário relativo ao Projeto, foi realizado para que a liderança aprendesse sobre o assunto.

 

O candidato, mesmo se esforçando e visitando diariamente durante os únicos cinco meses que restavam para a eleição, não poderia sozinho alcançar sequer 40% dos lares. Tal visita, já tem o seu valor comprometido pela ausência ali, do líder local.

 

O fato, de não se dizer claramente ao eleitor que outros projetos existiam, mas que se envolver com eles, era o mesmo que comprometer o êxito do projeto coletivo, fez com que os outros candidatos no meio do nosso povo, pudessem em suas visitas as famílias, retirar 1.249 votos, que de outra forma somariam conosco.

 

A Igreja Universal desenvolve uma linguagem clara, objetiva e direta com relação ao projeto político ali adotado. Ela não permite que outros candidatos se insinuem em seu meio, sejam eles membros da comunidade, sejam eles vindos de fora. Os resultados obtidos, falam por si só!

 

Claramente, não se deu a devida importância ao esclarecimento da nossa liderança. Deixamos para o apagar das luzes, a ação de reunir os nossos líderes de grupos em nossas igrejas e lhes expor com clareza o que se propunha com este projeto. A nossa reunião deu muitos frutos, mas estes ficaram limitados, pois já era um tanto tarde para se conseguir a adesão necessária. Muitos dos líderes ali reunidos, já estavam comprometidos com outros projetos, alheios ao nosso povo.

 

A carta de apresentação do projeto e do candidato, também apresentou problemas em sua operacionalização. Sua impressão, só aconteceu às vésperas da eleição. Sua leitura em muitos lugares, só foi acompanhada por um punhado de membros locais. Afora, os acidentes ocorridos em sua leitura, como o caso em que o líder simplesmente a “esqueceu em casa” e também “esqueceu” de mandar entregá-la, conforme o cronograma estabelecido e a orientação recebida.

 

Houve um caso preocupante, em que o moderador não queria permitir sua leitura na igreja. Depois que se conseguiu a custo convencê-lo a permitir, o mesmo, após a leitura da Carta, que foi feita por outra pessoa, abriu a Bíblia e fez referência ao texto em que Jesus chama os religiosos de sua época de: “hipócritas e Fariseus”, declarando abertamente sua posição contrária à “política na igreja”. Achando que só isto, não era suficiente, e para demonstrar a todos os presentes a sua “divina inspiração” ao fazer a crítica, afirmou então, ser contra o fato do obreiro dizimar em uma lista aberta na tesouraria da igreja. E que, segundo ele e sua palavras: “Deus me disse: Como você é contra dizimar em uma lista aberta na tesouraria, agora você será exaltado, deixando de ser Cooperador para assumir o cargo de Diácono da Igreja”!

 

Nossa articulação com os demais campos foi profundamente sofrível. Quando começamos esta ação, já muito mais tarde ainda, encontramos outros candidatos locais, que estavam nestes campos, retirando votos que nos eram muito necessários.

 

A realização de seminários, para se ensinar e esclarecer o povo acerca do projeto encontrou sempre mil entraves. Caso houvesse sobra de tempo, em alguma outra reunião, é que se faria o seminário. A segunda maior igreja do campo, por exemplo, realizou o seminário com a presença de no máximo 40 pessoas presentes, e mesmo assim, para um público que fora convocado a assistir a apresentação de outro projeto.

 

O fato, é que não se procurou articular de fato a apresentação da palestra do Projeto Cidadania AD Brasil em Rio Largo, em um espaço especifico. Apenas em três ocasiões, se usou a estratégia correta para que a palestra fosse realizada, alcançando a maioria dos membros da igreja local, ou seja, em um dia de culto da semana.

 

A estratégia correta deveria passar pelo aproveitamento da presença dos membros presentes, para a realização do culto normal da semana. Bastando para tanto, que o encerramento dos trabalhos acontecesse pelo menos trinta minutos mais cedo, pondo o seminário no tempo restante. Mas, infelizmente, tal fato só aconteceu em três das menores igrejas do campo. No mais, foi necessário marcar uma “reunião na igreja para falar de política”, ou seja, com a presença de no máximo 15% dos membros, se muito!

 

O seminário, no entanto, revelou-se muito proveitoso para o projeto e para o ensino e esclarecimento do povo. O testemunho de irmãos presentes às palestras, nos dar esta informação: “irmão hoje eu mudei a minha visão da política”; “Hoje eu mudei o meu voto”; “Eu não votava em ninguém, crente ou pecador, mas agora eu vou votar no irmão”; “É Lamentável, que todos os membros da igreja, não estejam aqui presentes, pois todos eles deveriam tomar conhecimento destas coisas, assim deixariam de falar do que não entendem e apoiariam o candidato do Projeto da Igreja”!

 

Estas falas são o testemunho de que a liderança, não buscou que o ensino da verdade libertasse o povo. Antes, ficou se escondendo atrás de preconceitos e idéias pré-estabelecidas. Talvez, por medo de se permitir algo novo, ou temor das reações dos conservadores!

 

Mas também é fato, que mesmo os nossos líderes graduados, são carentes de formação neste campo do conhecimento social e cristão. Oxalá, em nossa formação teológica e em nossas escolas bíblicas, haja verdadeiro espaço para o ensino relativo à participação do cristão na política, de forma tanto individual, quanto coletiva.

 

Pelo que, nos propomos a prosseguir com este trabalho nas igrejas, caso a nossa liderança, assim abrace esta proposta. O ensino acerca deste tema tem o seu melhor lugar e momento, justamente agora, pois não temos a pressão de uma eleição se avizinhando. Este é o melhor momento para se ensinar o povo. “O meu povo padece porque lhe falta o conhecimento”. “Mas conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.

 

Mesmo sendo lançado tão tarde, o projeto certamente teria uma adesão ainda maior, caso a palestra fosse adotada no culto semanal, de maior comparecimento dos membros da igreja. Observamos que não houve nenhum prejuízo espiritual para os ouvintes ou para a manifestação da presença do Senhor nosso Deus, naqueles encontros. Muito ao contrário, ouviam-se os membros presentes, dando Glória a Deus e Aleluias!

 

Nestes seminários, os membros presentes, aprenderam sobre o cristão e a política a luz da palavra do Senhor. Aprenderam sobre a cidadania social e espiritual do cristão. Quem pensa que a Bíblia, e mais especificamente, o Senhor Jesus, não tratam do assunto, está profundamente enganado, e certamente desconhece o conteúdo ético, contido nos evangelhos e nas cartas do apóstolo Paulo. Pensar, que tal ensino pode ser ignorado, é escolher o padecimento do povo na escravidão social.

 

Caso o nosso povo, já tivesse a tradição no ensino relativo à sua cidadania social, enquanto cristãos, e conhecesse os meandros do pecado no meio da prática da corrupção, em nosso processo eleitoral e político, não teríamos tantos dos nossos membros nas listas de votos comprados, muito menos, teríamos crentes votando em macumbeiros, feiticeiros, homossexuais que militam contra esta obra, corruptos, assassinos, pistoleiros, bicheiros, traficantes, ladrões, e toda a sorte de gente, que vai para a política, para praticar todas estas coisas, ficando as escondidas, na imunidade de um mandato popular. Acreditando ainda, que o poder público é exclusivo para eles ocuparem, e que os crentes não devem ir ali para não se corromperem também.

 

A nossa subcomissão política local, careceu profundamente de uma assessoria técnica especializada, para poder desempenhar com eficácia o seu papel no campo de suas decisões estratégicas e tática. Tal assessoria poderia ter sido provida pelo nosso deputado estadual eleito.

 

Por falta de uma orientação, a subcomissão ficou trabalhando em regras inócuas, cujo fim, era amordaçar o candidato de muitas maneiras possíveis. Isto é querer que os nossos irmãos, não votem nele! Afinal, lançamos um candidato mudo, a quem pretendíamos que falasse por nós!

 

O não cumprimento da agenda, estabelecida pela própria subcomissão, para apresentar o candidato nas igrejas do campo, dando no lugar dele uma palavra de esclarecimento e conscientização do projeto, foi no mínimo descortês com os princípios do próprio Projeto, para não falar do prejuízo em termos eleitorais.

 

Tivemos enfim, um candidato mudo, que não podia falar nada, e uma subcomissão ausente, que não falou por ele, como se propôs a fazer, já que de fato, não o acompanhou nas igrejas, por onde o candidato andou sozinho…

 

Como resultado direto da estratégia da mordaça e do imobilismo, todo o sucesso do projeto, passou a depender apenas, de uma rápida apresentação feita pelo líder local, que pouco ou nada sabia falar do projeto!

 

Houve um caso, em que mesmo estando um membro da subcomissão presente, a apresentação foi tão sucinta e constrangida, que sequer se mencionou a existência de um projeto para o nosso povo eleger um representante, se não vejamos: “Esta aqui, o nosso irmão Edimilson Marinho, que nos visita esta noite. O mesmo é candidato a vereador. Quantos desejam recebê-lo como bem-vindo em nosso meio, digam amém”! Com uma apresentação assim, já se pode prever o resultado final…

 

Esta ausência, dos membros da subcomissão, nas visitas solitárias do candidato às igrejas, com o intuito de apresentar o mesmo, e também, de apresentar o projeto, só poderia ser suprida pelo direito do candidato em falar por si mesmo, ou ainda, pela ação do líder do campo. Neste caso, era necessário que ele mesmo tivesse ido a cada igreja com o candidato, e sem timidez ou expressão de culpa, ter apresentado o projeto ao povo. Mas tal não aconteceu. Caso o candidato, não tivesse desenvolvido a iniciativa do projeto das palestras, em um seminário itinerante, não se saberia quase nada sobre o tema.

 

É bem verdade, que após assistirem a palestra em suas igrejas, os líderes locais, passaram a entender melhor o projeto, juntamente com o povo. Este fato demonstra que o seminário deveria ter acontecido pelo menos uma vez, na reunião geral de líderes do campo, juntamente com a presença de suas esposas, tal como aconteceu quando se tratou, no mesmo período, sobre o tema da “sexologia”, brilhantemente apresentado em duas destas reuniões, mas cuja oportunidade deveria ter sido dada ao Projeto Cidadania AD Brasil em Rio Largo.

 

Nestas reuniões gerais, tratou-se do assunto sempre de maneira superficial, deixando muitos questionamentos e dúvidas, sem oportunidade de um esclarecimento mais profundo.

 

Tal situação teria sido evitada se o Seminário de “Sexologia” fosse trocado pelo de Seminário de “Cidadania”. Este sim, um tema muito mais urgente e necessário naquele momento, pois uma nova oportunidade levará quatro anos à frente. O outro tema poderia ser tratado, em qualquer outro momento, após a eleição, sem prejuízo algum.

 

A agenda da subcomissão permaneceu sempre prejudicada e sem poder ser cumprida, porque sempre haviam outros compromissos, considerados mais importantes e mesmo bem mais relevantes. Tratou-se do projeto, com se este não tivesse maior importância ou prioridade. Chegou-se mesmo, a se especular, se não se havia um arrependimento por parte da liderança ao abraçar o Projeto, se na verdade, não havia um desejo de desistir e não ir mais adiante, tal foi o pouco caso, com que se tratou do mesmo, durante 80% do tempo em que o projeto esteve sendo executado.  

 

As viagens agendadas dos membros, não podiam ser mudadas, os compromissos pessoais, não permitiam que acontecesse sequer uma reunião ordinária mensal. As reuniões, freqüentemente não ocorreram por pura falta dos membros, a começar pelo presidente da subcomissão. E pasmemos, era neste grupo que estava à maior responsabilidade pelo êxito ou fracasso do projeto!

 

Como saída, o candidato se viu forçado a desenvolver uma agenda individual e própria, para que de alguma forma a campanha pudesse acontecer, com um mínimo de ações, ainda que de caráter individual. Assim a campanha foi tocada adiante pelo candidato, que só não ficou solitário na iniciativa, pela solidariedade dos amigos, que voluntariamente abraçaram o projeto.

 

Ainda assim, o candidato buscou submeter suas ações a consulta e aprovação da subcomissão, mas permaneceu comparecendo aos compromissos de campanha, sem a presença dos membros da subcomissão em 99% das vezes.

 

Enquanto que alguém questionava, o fato do candidato, nem sempre trazer consigo a sua esposa, o fato é que, a verdadeira ausência, era da subcomissão política, nos compromissos e agendas, de iniciativa do próprio candidato!

 

Por outro lado, os demais líderes, não consideraram importante fazer convites, para que o candidato estivesse presente em seus cultos festivos locais, muito menos, na comemoração de muitos dos seus aniversários. Sendo que, em alguns casos, o candidato compareceu sem haver sido convidado. Faltando com a sua educação normal, unicamente, por conta da necessidade de observar as diretrizes do projeto.

 

Por outro lado, a subcomissão se sentiu desprestigiada e sem força, a partir do episódio, em que um líder de igreja, foi publicamente encontrado, fazendo campanha para um candidato não evangélico de fora da igreja.

 

Este líder, como os demais, havia se comprometido com o Projeto em seu início, de forma voluntária. Ele poderia, ter se afastado de suas funções temporariamente, caso não quisesse dar o seu apoio ao projeto, o que evitaria constrangimentos a todos.

 

Mas afinal, os nossos líderes de igreja, têm a oportunidade de receber propostas, justamente, por ocuparem estes cargos de direção em meio ao nosso povo… O fato, é que é ex-líder, não recebe convites ou propostas de ninguém!

 

Ao tomar conhecimento do caso, a subcomissão não conseguiu aquilo que se esperava, ou seja, que o líder fosse licenciado. O prejuízo foi tão forte, que a subcomissão na prática se dissolveu! Tal fato, também nos ajuda a entender a ausência da subcomissão em tantos momentos da campanha. Por isto, não são culpados por coisa alguma!

 

Com o caso, se abriram os precedentes para que outros líderes, ainda que em oculto, se comprometessem com outros candidatos, segundo a sua conveniência pessoal, se servindo do cargo de líder na igreja local. Em um destes casos, o fato foi tornado público, porque em um discurso, um candidato de fora da igreja, resolveu agradecer o apoio dado por um líder de igreja dos nossos.

 

Isto por si só, foi decisivo, para que o êxito do projeto estivesse seriamente comprometido. Pois o apoio ao Projeto, não poderia ser só de aparência e no púlpito da igreja…

 

Quando mais tarde, o citado líder, foi questionado quanto ao seu comprometimento, mesmo em uma reunião social, de maneira informal, seu natural engasgamento, denunciava sua situação comprometedora, em prejuízo do êxito do projeto.

 

No inicio do processo, foi tomada a decisão de se continuar com as festas durante o período eleitoral, todavia, estava proibido, por decisão de consenso ministerial, fazer pedidos de ajuda a qualquer candidato, até porque, estes pedidos acarretariam infrações ao código eleitoral, expondo a igreja e o candidato doador às penas de lei.

 

No entanto, a começar pela igreja sede, a liderança sequer foi informada de tal decisão. Passando, a exemplo da festa dos juniores, a pedir patrocínio aos candidatos de fora da igreja. As damas foram então, em busca de ônibus com outro candidato. Isto tudo, em detrimento do candidato da igreja, que impedido por decisão ministerial, tinha de dizer não, não e não! Caindo na crítica da liderança, que deveria apoiar o projeto! Também neste caso, nenhuma providência foi tomada.

 

O presidente da subcomissão, ele mesmo, em sua igreja, esteve a pedir ônibus a candidato majoritário, sendo por isto mesmo, sondado para dar o seu apoio ao mesmo. Enfim, manter as festividades em tempo de eleição, tendo o desejo de eleger um candidato próprio, revelou-se nocivo ao projeto.

 

A decisão, de não se reconhecer a existência do candidato majoritário, ao qual o Projeto estava jurídica e politicamente associado, revelou-se também um grande prejuízo. Pois muito da estrutura da campanha majoritária, necessária ao desenvolvimento do Projeto, ficou inacessível. Tendo sua consumação no dia da eleição, onde nem sequer uma gota de combustível, houve para apoiar o dia da eleição.

 

Diferentemente, os demais candidatos, dispuseram dessas estruturas, para dar ônibus aos crentes, patrocínio para as festividades, havendo até a cessão de espaço em comitê de campanha, para se fazer recepção de aniversário de líder de igreja local, onde o “garçom” era o próprio candidato, dono do local, que, aliás, estava presente no culto de aniversário, devidamente instalado no altar da igreja. Quando o candidato da igreja chegou, além do visível mal estar, ficou indevidamente instalado abaixo do altar, no mesmo culto de aniversário…

 

Enfim, nós teoricamente, queríamos eleger um vereador, assim como o povo de Israel queria entrar na terra prometida, sem levantar um dedo sequer para defender a promessa que Deus lhes fez. Por isto, iremos ficar mais quatro anos no Deserto, no meio do nada, andando de novo em círculos, como quem não tem para onde ir e não sabe para onde vai…

 

Havia uma grande festa preparada para nós, mas não quisemos sinceramente ir para ela, assim, outros foram convidados para ocuparem o nosso lugar!

 

O nosso Deputado Estadual, lamentavelmente, chegou muito tarde à campanha para dar o seu apoio. Entendemos, que o poder legislativo estadual, esteve profundamente abalado durante este período de campanha, no entanto, caberia ao nosso Deputado, dispor estrategicamente de sua assessoria, para o acompanhamento e apoio as eleições municipais, até porque, elas são fundamentais para que continuemos com uma cadeira na Casa de Tavares Bastos.

 

Sua atuação, enquanto árbitro teria sido decisiva para que os demais candidatos, que atuaram em nosso meio, retirando votos, por serem também evangélicos, recuassem e abraçassem o Projeto. Este fato nos desfavoreceu de maneira irreparável. Buraco de represa não sanado no início, faz romper a barragem e grande é o prejuízo! Uma vez passando as águas e os peixes por ele, vão mesmo embora e não voltam mais!

 

Sabemos que três coisas, uma vez atiradas, não voltam mais atrás: A palavra dita, a flecha atirada e a oportunidade dada!

 

Ainda bem, que eleição é de dois em dois anos, mas o resultado de uma, sabemos, implica no resultado da próxima. Fracassar em uma, compromete profundamente a expectativa de êxito na outra. Portanto, ao fracassarmos para vereador, começamos o fracasso para a eleição de deputado estadual. Algo deve ser feito, para que se evite o prejuízo mais adiante…

 

Toda eleição começa com um bom projeto, e um bom candidato. O nosso projeto em si, é muito bom, mas sua implementação, ainda é muito difícil, todavia, não é impossível!

 

Sim, nós podemos vencer as dificuldades presentes, com um verdadeiro comprometimento com as metas estabelecidas no projeto, e principalmente se deixarmos o nosso amadorismo eleitoral para traz.

 

Cada eleição traz uma profunda dose de aprendizado, que não devemos relegar nunca. Como candidato escolhido pelos líderes da igreja local, juntamente com a minha esposa e demais membros de minha família, abraçamos esta causa e por ela nos empenhamos todos os dias, até o último!

 

É claro, que “uma andorinha só não faz verão”! O resultado, não foi fruto apenas do esforço individual do candidato, mas sim, do esforço e prestígio de cada líder da igreja no município.

 

“Ninguém é candidato de si mesmo”, ensinava um velho político. Apesar, de em alguns casos, o líder haver usado sua força e prestígio, de maneira diversa aos objetivos do projeto, enquanto outros usaram sempre a favor, os resultados estão aí, para serem analisados e as lições aprendidas por todos!

 

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