PROJETO CIDADANIA AD RIO LARGO – AVALIAÇÃO REFLEXIVA DO RESULTADO EM 2008.

Publicado: 7 de outubro de 2008 em Notícias e política

 

Amigos, que a Graça e a Paz do Senhor Jesus esteja sempre com todos:

 

Somos profundamente gratos a todos que se empenharam com tanta ousadia pelo êxito deste projeto, sabendo que toda a vossa boa obra não é vã no Senhor. O Senhor nosso Deus dará a cada um a recompensa, segundo aquilo que para Ele se buscou fazer. Pois tudo o que se faz para este Reino, tem em Deus, o devido reconhecimento e o galardão a seu tempo.

 

Agora, é hora de fazermos uma avaliação dos pontos fortes e fracos desta iniciativa, e dela retirarmos toda a valiosa experiência e aprendizado que acumulamos, durante todo este processo de mobilização social de um povo, em defesa de sua mais legítima propriedade em uma nação democrática, sua cidadania, no exercício do direito a autodeterminação.

 

Esta reflexão avaliativa deve ser levada a termo com a devida serenidade e desprovida de paixões, tão normais, emanadas durante o processo da eleição. É preciso fazê-la, com humildade e consciência, para que assim, haja um fim proveitoso em tudo o que juntos vivenciamos. Todo processo social, acontece em meio a muitas forças e atores sociais, com cada elemento exercendo a sua influência e dando sua contribuição, segundo suas possibilidades e seu universo de concepção pessoal e coletiva. Assim vejamos:

 

 1º Acerca da Vontade Soberana de Deus e seus desígnios neste importante Projeto Coletivo:

 

É fundamental que tenhamos uma correta avaliação do resultado alcançado, segundo o ponto de vista espiritual. “E conhecereis a Verdade e a Verdade vos Libertará”.

 

Não podemos afirmar que, simplesmente, o resultado foi fruto exclusivo da “Vontade de Deus”, creditando ao Senhor toda a responsabilidade pelos frutos colhidos até aqui, e nos eximindo de toda e qualquer participação ou falta dela, durante o processo. Não se trata de uma ação no campo do sobrenatural, mas de uma ação exclusiva no campo social. Assim sendo, nosso livre arbítrio é determinante para o fiel da balança. Pois cada voto alcançado para o projeto, fez a sua diferença e continuará a fazer, assim como cada voto não atingido.

 

Fazendo uma analogia bíblica, podemos afirmar que nossos olhos contemplaram à terra da promessa a certa distância. Contemplamos sua verde campina, tão propícia às criações. Provamos o seu fruto. De fato, Deus não nos enganou não! É terra que mana leite e mel. Mas nós fraquejamos, já tão perto do cumprimento da promessa. Agora no dia seguinte, estamos pensando em tudo o que nos aconteceu… 

 

Consideremos a verdade acerca do Projeto, que segundo a vontade de Deus, não foi nos tirar da escravidão do Egito, apenas para nos trazer às margens do Jordão e vermos a beleza da terra e enchermos os olhos de esperança. A Vontade do Senhor é que tomássemos posse da terra!

 

O Senhor, segundo a sua vontade, nos providenciou os meios para deixarmos as agruras do Egito através deste projeto libertador. Todavia, é preciso entender com clareza os planos de Deus com relação à terra a nós prometida.

 

Entre o Egito e a Terra Prometida, existe sim, um Deserto! E nós, para chegarmos a terra, teremos que sobreviver neste deserto! Mas a vida no deserto nos impõe regras e princípios que todos deveremos seguir. O deserto, como todos já sabem, não é um lugar de abundância não! Lá a água é escassa amados! E por ser tão escassa, ela é o bem material mais precioso ali. Por isto, durante a viagem, não dar para beber a água aos goles e mais goles, como muitos de nós gostariam. Caso se queira fazer isto, não se chega nem a penetrar muito no deserto e já estaremos à beira da morte por desidratação. Pois ao tomarmos logo toda a água, teremos dificuldade de a encontrarmos novamente, sabendo que no deserto ela nunca será abundante, pela própria natureza árida do lugar.

 

No deserto, também somos açoitados por Coré e sua gente! A temperatura é escaldante e teremos que ficar sob o abrasamento do ciúme, das mentiras, das calúnias, das dissensões, do levantamento de falsos testemunhos. Não teremos, durante a travessia, o direito a viver em casas arejadas e frescas. Vamos ter que sobreviver em simples tendas. Lá não teremos o Templo de Salomão, com toda a sua glória, mas apenas um Tabernáculo, coberto de peles grosseiras e simples.

 

Este Deserto existe no nosso caminho, para que sejamos preparados e treinados, a realmente dependermos da provisão de Deus em nossa vida. Tudo devemos fazer para sair dele como aprovados por Deus, aí sim, estaremos prontos para a próxima etapa do Projeto, segundo a Vontade do Senhor, ou seja, a posse da Terra de delícias.

 

Mas vejamos o que nos aconteceu, quando os espias que enviamos a olhar a terra, voltaram com as boas novas. Eles nos trouxeram uma amostra do fruto da terra, eram doces e suculentos. Oh! Que Uvas maravilhosas! Que figos saborosos! Que verdes campos, lagos e rios! Quanta promissão Deus nos tinha reservado, para que ao sairmos do Egito e passarmos pelo terrível Deserto, fossemos recompensados tão abundantemente pelo Senhor! Que Projeto maravilhoso este! Foi o que a princípio pensamos…

 

Mas entre os espias, houve aqueles que nos mostraram que Deus não nos levou a uma terra, cuja posse não seria sem esforço algum. Eles nos falaram acerca dos Gigantes da terra! Descreveram as cidades fortificadas! Falaram da largura das muralhas terríveis da cidade de Jericó! Disseram-nos como aquele povo é bem alimentado e forte! Como eles são cruéis! Falaram do quão afiadas são suas espadas, e como são agudas as pontas de suas lanças de guerra! Que couraças de bronze têm os Cananeus e os Jebuseus! Como os seus soldados estão preparados para defenderem a terra que ocupam há tanto tempo e a tantas gerações!

 

A covardia destes espias e o seu discurso encontraram muitos ouvidos, mentes e corações dispostos a lhes dar crédito.

 

Homens, que não conhecem verdadeiramente ao Senhor e que não têm compromisso com Ele. Homens, preocupados unicamente em si promover diante do povo, comprometidos unicamente com seus umbigos. Foram enviados para observar a terra e para contribuir com a estratégia de ocupação, mas, dali voltaram, unicamente preocupados com seus próprios projetos pessoais e com suas próprias vidas!

 

Aí, o desânimo tomou conta de muitos! Mesmo com Moisés, Josué e Caleb, falando do quanto o nosso Deus é poderoso, muitos ficaram decepcionados com o Projeto de Deus e a sua Vontade para o nosso povo.

 

Queriam tudo com o mínimo de esforço e trabalho. Esqueceram que Ele nos enviou um Príncipe de EXÉRCITO e não um Príncipe dos ACOMODADOS. Esqueceram que o princípio do CALVÁRIO é suor, lágrimas e sofrimento. Esqueceram as aflições que no mundo teremos, e mais ainda, perderam de vista o ânimo que nos vem ao sabermos que o nosso Príncipe venceu o mundo!

 

Queriam que apenas os anjos, fossem a batalha em nosso lugar! Que eles enfrentassem sozinhos o fio da espada, e a luta do corpo a corpo! Passaram mesmo, a pensar, que melhor era o Egito, mesmo com seus açoites, chicotes e feitores! Melhor mesmo, é servir a Faraó e a sua gente! Melhor, é cada um cuidar da sua vida, e fazer a sua própria agenda pessoal, do que abraçar o Projeto e Vontade de Deus, cujo objetivo é a benção, não para alguns poucos privilegiados, mas para todo o povo do Senhor!

 

À vontade e o Projeto de Deus é que tenhamos a Benção e não a Maldição! Todavia, uma e outra, vêm não pela determinação de Deus e sim pela nossa escolha, pelo exercício do nosso livre arbítrio, a quem Deus respeita.

 

Ao verem as dificuldades para tomar posse da terra, ficaram desanimados. Não queriam sair da comodidade das suas tendas e ir à batalha do corpo a corpo. Não quiseram ir, a uma batalha contra gigantes e encouraçados!

 

Esqueceram que a promessa, é para aquele que primeiro semeia com lágrimas, suor e sofrimento! Esqueceram que primeiro temos que semear, só então, teremos a alegria de colhermos aos molhos! Alguns dos nossos, que queriam já, a alegria dos molhos, sem que tivessem passado primeiro pela dura semeadura. Outros, que desejaram provar o azeite, sem que tivessem plantado primeiro as oliveiras e nem mesmo construído o lagar. Há aqueles que resistem à idéia verdadeira e lógica, de que só se colhe se primeiro semear! Quantos que querem a alegria, sem antes verem às lágrimas! Quantos que querem o resultado do trabalho, sem antes passar pelo esforço e suor!

 

O Senhor dos Exércitos, não vai à batalha com os tímidos e medrosos. Não! Ele não prevalece com os que desejam o resultado sem esforço! Ele peleja conosco, ao nosso lado, sendo nosso companheiro. Ele não planejou para nós uma ocupação da terra sem batalha, ou mesmo, ele não planejou enviar outro exército a pelejar em nosso lugar. Não! O seu Projeto, não é conforme a nossa conveniência, mas segundo a nossa necessidade de crescimento diante Dele!

 

Por isto, recusamos o Projeto de Deus, e escolhemos a maldição de vivermos mais anos no Deserto. Saímos do Egito através do Projeto e Vontade do Senhor, mas escolhemos ficar mais quatro anos, andando em círculos, no meio do nada e sob um sol escaldante! Escolhemos ser picados pelas serpentes e pelos escorpiões!

 

Esperamos agora, que no Deserto, não fiquemos mais do que estes quatro anos, pois assim, será ainda esta geração a que ocupara a terra prometida, caso contrário, muitos desta geração, terão o seu túmulo no meio do nada, sob a areia escaldante!

 

O Senhor nos disse: “Passarão os céus e a terra, mas as minhas palavras não passarão”. A palavra do Senhor já sentenciou a nossa situação ao declarar que: “o povo tem o governos que merece”! Pois a nossa situação é fruto, não da Vontade e Projeto de Deus, mas do NOSSO MERECIMENTO como povo, da nossa escolha e arbítrio.

 

O seu servo, usado por ele disse: “Eis diante de voz a Benção e a Maldição, escolhei!” Fomos às urnas e escolhemos! Escolhemos o Deserto! Mas o Deserto nunca foi o que Deus sonhou para nós. O deserto é o que merecemos, por ainda não termos sido aprovados diante de Deus, ao fazermos à travessia do Egito para Canaã. Ainda não estamos prontos! E nosso curso de preparação é na Faculdade de Areia e sol Escaldante! Pois os pontos que atingimos em nossa seleção, só nos permitem, estudar ali, por enquanto.

 

Os Jebuseus e Cananeus continuarão, ainda por um tempo, ocupando o lugar, que segundo Deus e a Sua Vontade, foram preparados para cada um de nós, todavia, segundo o nosso merecimento e a nossa escolha, ficaremos no deserto, até atingirmos a condição de merecimento que o Senhor espera de nós.

 

A primeira lição é: “Quem nada semeia nada colhe!”

A segunda lição é: “Quem pouco semeia, pouco colhe!”

A terceira lição é: “Quem muito semeia, muito colhe!”

Que ainda, nestes dois e quatro anos, venhamos a aprender tudo isto!

 

Graças a Deus, temos já um Moisés entre nós! Ao seu lado, temos um Josué e um Caleb, mais alguns capitães. Precisamos agora, que todo o povo abrace o Projeto e a Vontade de Deus em suas vidas, e nos dispormos à peleja, pois o Senhor irá com cada um de nós ao campo de batalha!

 

Para vencermos, teremos que ir a tendas dos nossos irmãos, que conosco, agora também estão neste Deserto. Precisamos que cada líder, participe desta ação em Espírito em Verdade!

 

É necessário ensinar o povo, acerca do Projeto e da Vontade do Senhor para as nossas vidas! Ele mesmo, já declarou que: “O Meu Povo padece porque lhe faltou o conhecimento”! “Mas o crer vem pelo ouvir, e ouvir a palavra de Deus. Mas como ouvirão se não há quem ensine? E como ensinarão se não forem enviados?” Portanto, através do ensino da palavra e do conhecimento coletivo da verdade, o nosso povo será aprovado!

 

Contudo, não poderemos nesta batalha, aceitar e permitir que sejam feitas alianças erradas, justamente, com aqueles a quem o Senhor deseja desarraigar da terra! É preciso que nas tendas, não haja “deuses” estranhos!

 

O tempo de nossa preparação, não incomodará ao Senhor. Para Ele mil anos são como um só dia! Todavia, para aqueles indivíduos, partidários de Faraó e da Escravidão, que estão no nosso meio disseminando propostas estranhas, cuja meta é nos levar de volta ao Egito, ou ainda, para aqueles cujas ações tem como fim a perdição do povo, semeando dissensões contra o Projeto e a Vontade do Senhor, o Deserto lhes reserva o convívio diário com serpentes e escorpiões venenosos, cujas picadas contém a morte! E só escaparão se voltarem os seus olhos para o alto do madeiro, que está no meio do arraial, caso contrário, serão devorados pelos anos no Deserto e ali terão a sua sepultura, pois o Senhor, não permite que nada e nem ninguém, impeçam os seus planos!

 

“Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual pelo gozo que lhe estava proposto suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.”

 

“E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei do céu a sua oração e sararei a sua terra!”

 

No entanto, nesta primeira empreitada, em que pelo menos contemplamos a terra, descobrimos que há 609 Josués e Calebs, capitães e gente do povo, que são fiéis ao Projeto e a Vontade do Senhor. Homens e mulheres comprometidos com bem coletivo de todo o povo de Deus. Pessoas que negaram a si mesmos, tomaram a sua cruz e seguiram de bom grado os passos do Mestre!

 

Deus em sua infinita misericórdia permitirá a eles, a alegria de ver os dias, em que o povo do Senhor cumprirá com o Projeto e a Vontade do Senhor, tomando posse da Terra da Promessa! Estes, ainda terão a alegria, das colheitas desta terra! Verão cair os muros das cidades fortificadas! Verão cair também os gigantes por terra! Semearão e colherão em abundância! Verão seus filhos, e os filhos dos seus filhos, vivendo felizes nesta terra! Haverão de ser cabeça e não cauda, conforme a vontade do Senhor em suas vidas!

 

Que o Senhor nosso Deus, continue levantando em meio ao seu povo a muitos Josués e Calebs, nesta geração! Aqueles que marcharão nos batalhões, que irão cercar as cidades cananéias, e gritarão! De sorte, que sob este som, cairão às muralhas e os gigantes da terra, e o nome do Senhor será glorificado! Sob a vida deles “resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que estes vejam as vossas boas obras e glorifiquem o Vosso Pai que está nos céus”!

 

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