“O FIM DO GATO”

Publicado: 5 de setembro de 2007 em Não categorizado

Amigo Joaquim Brito:
 
Graça e Paz.
 
A Matéria de Exame (edição 890 – ano 41 – nº 6 de
11/04/07, nas bancas), "O Fim do Gato", demonstra o que a CEAL,
a exemplo da AES ELETROPAULO,
LIGHT e COELBA, pode ter
de retorno financeiro ao investir em projetos de responsabilidade social, a
exemplo do que temos proposto ao enviar nosso Projeto do Centro de Inclusão
Digital para sua apreciação. Segundo a matéria a AES ELETROPAULO
economizou 150 milhões de reais em três anos
, a LIGHT evitou
perdas de 5,5 milhões de reais anuais e a COELBA reduziu sua inadimplência de
65% para 30%
. Assim recomendo a leitura atenta desta matéria de Exame e
a reflexão sobre a nossa proposta de criação de um Centro de Inclusão Digital em
Rio Largo, cujo alvo são justamente os filhos de famílias que são clientes de
"Gatos" e não da CEAL. Gostaria de oportunamente discutir o projeto com a
direção desta Companhia e ouvir outras opiniões acerca do projeto e do tema em
questão, que acredito ser interesse mútuo.
 
Edimilson Marinho
Presidente da Casa de Ação
Solidária de Alagoas – CASA.
 
Confira a matéria transcrita na
íntegra:
 
Por Chrystiane Silva

exame

Nada preocupa mais as empresas distribuidoras de energia elétrica do que o
furto causado pelas ligações clandestinas, os chamados gatos. Precárias, essas
conexões improvisadas transformam a rede de distribuição em um emaranhado de
fios que aumentam os riscos de acidentes, comprometem a qualidade da
distribuição e, principalmente, provocam enormes prejuízos financeiros. Entre
todas as tentativas para combater o problema, uma tem se mostrado bem-sucedida:
os programas de responsabilidade social. Por meio de iniciativas como instalação
de bibliotecas, centros de informática, realização de shows e cursos
profissionalizantes, as distribuidoras de energia têm conseguido convencer a
população de que vale a pena legalizar suas ligações elétricas e manter os
pagamentos em dia. "Queremos incorporar a base da pirâmide no nosso negócio, mas
não desejamos ter uma imagem de empresa oportunista", diz Eduardo Bernini,
presidente da AES Eletropaulo, uma das pioneiras nesse tipo de iniciativa. Por
uma via quase alternativa, companhias como a AES comprovaram algo que os
pregadores da responsabilidade social e da sustentabilidade nos negócios vêm
tentando mostrar há muito tempo — é possível fazer uma relação direta entre
projetos de interesse da sociedade e resultado financeiro.

Implementar um programa desse tipo exige um esforço considerável por parte
das operadoras. De maneira geral, as populações de bairros pobres resistem com
todas as forças à legalização e, claro, a todo tipo de aproximação com as
empresas de distribuição de energia. O interesse maior é não pagar a conta.
Diante disso, a AES Eletropaulo traçou uma estratégia de aproximação gradual com
as comunidades. Durante os fins de semana, a companhia promove shows com
artistas nas escolas dos bairros onde a situação é mais crítica. Nos intervalos
das apresentações, os técnicos explicam as vantagens de ter uma ligação elétrica
regular. "Explicamos que a conta de luz é um indicador de residência e o sinal
verde para obter crediário nas grandes lojas", diz Bernini. A empresa estima que
existam 500 000 ligações irregulares em sua área de concessão e já conseguiu
legalizar 129 000 delas, o que gerou economia de 150 milhões de reais em três
anos. Eliminada a fase da clandestinidade, o desafio é manter a regularidade no
pagamento das contas. Para isso, a AES Eletropaulo montou salas com computadores
e internet grátis em regiões onde há grandes índices de inadimplência. O uso é
livre desde que haja a apresentação da conta de luz devidamente paga. Há dois
anos, a inadimplência média era de 45% nas regiões mais periféricas. O índice
atual é de 6%.

Na Bahia, a distribuidora Coelba, do grupo
Neoenergia, adotou um modelo sem as contrapartidas da AES. Sua estratégia passa
por iniciativas que ofereçam perspectivas de aumento de renda da famílias. A
empresa fez seu primeiro programa desse tipo no Bairro da Paz, favela em
Salvador com 49 000 habitantes. Lá a inadimplência chegava a 65% e hoje beira os
30%. A Coelba criou cooperativas para a promoção de cursos de informática e
culinária para qualificação profissonal dos moradores. As iniciativas aumentaram
o número de regularização das ligações clandestinas de 50 para 1.400 por mês. A
empresa também criou uma versão do programa que será aplicada em duas regiões
pobres do interior baiano. Na primeira delas, na cidade de Jeromoabo, próximo de
Feira de Santana, doará máquinas e equipamentos de tecelagem a uma cooperativa
rural. Na segunda, na cidade de Wenceslau Guimarães, na região de Ilhéus,
ajudará na instalação de uma unidade de processamento de frutas. O raciocínio
por trás dessas iniciativas: se essas comunidades não tiverem condições de se
sustentar nos próximos anos, não terão como pagar suas contas de
luz.
 
O empenho das distribuidoras de energia em
desenvolver ações de responsabilidade social deve-se a uma determinação da
Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A agência obriga as companhias
distribuidoras a aplicar 0,5% de sua receita operacional líquida em ações para
combater o desperdício de energia e aumentar a eficiência energética. Daí a
ligação entre programas educativos e atividade de inclusão social e a
legalização das ligações clandestinas.
Até poucos anos atrás, o combate
aos gatos era simplesmente uma questão de polícia, uma vez que furto de energia
é considerado crime. "Hoje a situação é diferente. Queremos manter a confiança
das comunidades", diz Márcia Coutinho, responsável pelo atendimento às
comunidades da Light. A empresa atende uma população de 3,8 milhões de clientes
no Rio de Janeiro e estima que pelo menos 180.000 deles sejam irregulares. Numa
tentativa de resolver o problema, a Light contrata moradores da favela para
trabalhar como agentes comunitários, cuja principal função é verificar fiações
em más condições. Eles também devem orientar os vizinhos sobre redução do
consumo de energia e estimular a troca de lâmpadas, o quê já trouxe 20% de
redução no consumo de energia. Pode parecer um paradoxo que companhias como a
Light incentivem justamente a economia de energia. É apenas pragmatismo. As
contas de luz só são pagas se sobra dinheiro no final do mês, um feito raro para
a maioria dessas famílias. Quando a fatura não é paga, a energia é cortada e o
consumidor invariavelmente opta por uma ligação irregular. A Light calcula que
suas iniciativas nas favelas cariocas estancarão perdas equivalentes a 5,5
milhões de reais por ano em fraudes e furto de energia.
 
Adeus à clandestinidade. Como as empresas de energia elétrica conseguiram
reduzir ligações irregulares e desperdícios com projetos
sociais.

 
 

EMPRESAS

PRINCIPAIS PROJETOS

RESULTADO

AES
ELETROPAULO

Promoção de Shows nas comunidades e internet
grátis, desde que a conta de luz esteja paga.

A empresa economizou 150 milhões
de reais
em três anos.

LIGHT

Agentes comunitários, a serviço da companhia,
trocam lâmpadas e refazem fiações.

Foram evitadas perdas de 5,5 milhões
de reais
anuais.

COELBA

Promove cursos de informática e culinária e dá
informações sobre como economizar energia

A inadimplência caiu de 65% para 30%

 


SDS.
 
Edimilson Marinho
(0**82)
3261-2824/8809-1661
edmilsonmarinho@ig.com.br
edimilsonmarinho@uol.com.br
http://edimilsonmarinho.spaces.live.com/

Jesus Cristo Salva.
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